Consumo consciente

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Esse foi um ano de muitas mudanças e o primeiro passo foi perceber que não importa a quantidade de coisas que se tenha, não são elas que vão trazer paz, felicidade ou satisfação. Mudei a minha forma de consumir, vendi coisas e doei outras, consequentemente transformei a minha forma de pensar. Mas, e quando tudo isso não é o bastante?

Percebi que mesmo consumindo muito pouco, minhas compras ainda não eram “conscientes”. A partir de então, passei a me questionei de que adianta ter poucas coisas, se são de marcas que exploram mulheres e crianças em trabalhos forçados na China, ou testam seus produtos em animais que nascem e morrem em laboratórios?

Senti aquele mesmo vazio de 1 ano atrás, mas não me abative. Iniciei uma pesquisa, me aprofundei no assunto, li vários artigos e descobri um outro mundo até então desconhecido para mim. Foi então que encontrei as seguintes classificações:

Marcas veganas – são aquelas que não utilizam nada animal em sua composição.

Marcas sustentáveis – trabalham de forma sustentável, pensando no futuro do planeta.

Marcas cruelty-free – não realizam testes em animais.

Já as Marcas socialmente conscientes – apóiam ONGs e trabalham para o bem da sociedade.

Sou uma pessoa extremamente organizada, portanto não perdi tempo! Criei uma planilha com diferentes classificações, informando todas as marcas conscientes que temos acesso no Brasil. A princípio seria para uso pessoal, porém conversando com alguns amigos percebi a necessidade/oportunidade de compartilhar essa informação.

Vou disponibilizar a planilha nesse post e conforme for atualizando, vou divulgando. Se você tiver uma dica de marca legal, ficarei super feliz em saber! Deixe o seu comentário!

Juntos somos mais fortes e quanto mais pessoas estiverem juntas nessa causa, mais fácil será cobrar das empresas uma mudança nas suas atitudes! Conto com você.

https://www.dropbox.com/s/ksfkcmlf3l8x9gt/PLANILHA%20MARCAS%20CONSCIENTES.xlsx?dl=0

Relação com a roupa

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Minha relação com a roupa mudou completamente.

Eu nunca percebi, mas tratava minhas roupas com muito desdém. Dobrava de qualquer maneira, não gostava de passar, não tinha cuidado com a lavagem… e isso tudo só poderia resultar em uma coisa: descarte.

Depois que mudei meu estilo de vida, me vi quase que obrigada a cuidar mais das minhas peças. As bolsas não podiam mais ficar bagunçadas, pesando umas sobre as outras, as roupas não podiam mais voltar desbotadas da máquina, sair de casa mal passada se tornou um crime pra mim.

Hoje em dia tenho muito mais carinho não só com roupas e acessórios, mas com tudo! Os objetos são usados com cuidado, a casa é limpa com frequencia, as roupas são tratadas com atenção, posso dizer que tudo mudou.

Quando você compra muita coisa, acaba não tendo paciência para cuidar daquilo que tem, consequentemente as coisas acabam se desgastando, porém, quando se tem pouco, você sabe que se perder aquela peça, terá que sair de casa em busca de outra tão boa quanto para substituir, e as vezes, não vai encontrar com tanta facilidade.

Com tudo isso você pode pensar: “então ela é totalmente apegada às coisas materiais”, só que não é bem assim. Apesar de cuidar com carinho do que tenho, sei que são apenas “coisas” e que não me afetarão tanto se precisar me desfazer delas.

Diferente das pessoas! Sentimos muita falta quando alguém que amamos precisa partir, e é sempre uma perda insubstituível, portanto, aproveite o tempo que ainda tem com aqueles que ama. O tempo não volta, o que volta é a vontade de voltar no tempo.

Uma jornada difícil

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A jornada pelo minimalismo não é tão fácil como parece. Se desapegar de “coisas” em um universo capitalista, é super difícil! Até hoje preciso trabalhar isso em mim, sempre lembrando que “coisas” são apenas “coisas”.

Erros no meio do caminho não são o fim do mundo. Apesar da vontade de sermos perfeitos, nós não somos, portanto é normal que erros aconteçam.

Já me desfiz de coisas que senti falta, já guardei por muito tempo coisas que nunca precisei, já comprei coisas que achei que precisava… só que não! Costumo dizer que é um processo de auto-conhecimento.

Cada experiência funciona de uma maneira.

Não pense no que você vai encontrar no fim da sua jornada, até porque o mais legal é o caminho percorrido, as novidades de cada dia e as surpresas totalmente inesperadas.

Aproveite cada momento e sempre busque um ensinamento nas suas experiências.

Vim aqui para compartilhar a minha jornada. Compartilha a sua comigo também!

Revendendo

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Revender todas as peças que você não quer mais, dá o maior TRABALHÃO! Isso mesmo! E você ainda vai perceber que aquela peça de roupa definitivamente, NÃO vale o que você imaginava.

Além disso, encontrar pessoas que queiram as suas roupinhas “usadas”, também não é tão fácil assim.

Depois da grande limpeza feita no meu guarda-roupas, percebi que devemos pensar sim umas 10x antes de comprar alguma coisa. Após alguns anos, meses e até dias, aquela peça pode estar desatualizada, descosturada e mal amada.

Procure um bom site de vendas, fotografe o que você quer vender, tire todas as medidas da peça, se puder acrescente informações sobre a composição do produto!

Seja legal com quem se interessar pela sua roupa, tire dúvidas, explique sobre o produto, só assim você poderá passar mais segurança para o seu “cliente”.

Aprendi muito com o ato de revender. Hoje sou mais consciente sobre as coisas que eu compro, afinal eu sei que se estou pagando R$50 em uma roupa, muito provavelmente ela será revendida por menos de R$25 daqui a um tempo.

O mercado está começando a aprendendo o valor da peça usada, sim essa mesma que você encontrava no brechó, que era coisa brega, hoje em dia não é mais. As pessoas desejam essa peça, mas não querem pagar muito por elas, justamente por não saberem o quanto já foi usada.

O momento é propício, só não abuse dos preços, e seus produtos serão vendidos bem rápido, desafogando o seu guarda-roupas!

Cores no armário

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Esse foi o meu maior desafio. As cores nunca fizeram parte do meu guarda roupas. Quando novinha minha mãe ainda dizia “Te proíbo de usar preto, vai comprar uma roupa colorida”.

Durante muito tempo isso me incomodava, tirava o sono! Eu achava que deveria mudar, que só deveria comprar roupas coloridas e que estava errada por ser diferente das outras pessoas.

Por um período, me forcei. Comprava só peça de roupa colorida. Fui do branco ao amarelo, comprei muita coisa naquela época, porque achava que se não fizesse, seria uma decepção.

Quando os primeiros meses de “coloração” passaram, me deparei com um grande guarda roupas totalmente estranho. Aquelas roupas não falavam nada ao meu respeito, não caiam bem, não me deixavam confortável, então passei a sentir um vazio enorme.

Quando resolvi ser minimalista, comecei por essas roupas, fui me despedindo de tudo que comprei por impulso, a grande maioria vendeu (super rápido). Mas uma coisa eu tinha em mente, não queria vestir só preto e branco.

Apesar de sentir que a maioria das cores não me deixavam confortável, o roxo, azul e verde, me traziam grande felicidade. Algumas peças coloridas permaneceram, mas somente aquelas que eu amava.

Hoje eu sei que posso colocar um batom colorido, pintar as unhas de vermelho, usar um lenço azul, uma blusa verde. Existem diversas formas de se colorir sem precisar sair de casa toda de amarelo. Que tal experimentar o equilíbrio?

Diferença entre moda e modismo

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A moda é feita de estilo, tendências, criação e imaginação do estilista. Ela é pensada como arte, uma vez que o seu criador entra em um universo paralelo e constrói algo que vem de dentro.

Já o modismo é o ato de vestir apenas o que as outras pessoas estão usando, sem critério, estilo próprio ou se importando com a mensagem que quer transmitir.

Ser modista é não ter personalidade, tornando-se dependente de uma aceitação por um grupo, mostrando algo que não é puro de sua essência.

Reflita se é isso que deseja para a sua vida e se isso estaria te acrescentando algum valor, pois vejo acontecer com frequencia, o que é bem triste.

Acho incrível ter um estilo próprio, mesmo que você realize compras com certa frequencia, afinal, você utilizará bastante as suas roupas, já que se identifica com elas e compra porque fazem parte da sua personalidade.

Evite esse furor do mundo da moda e invista apenas naquilo que tem a ver com você e te faz feliz! Você chegará a conclusão, de que só existe uma pessoa para agradar… você mesma!

Você compraria novamente a sua roupa?

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Essa é uma ótima reflexão! Se a sua roupa estivesse pendurada em uma arara de loja, você se interessaria por ela? Quanto pagaria?

Essas perguntas me ajudam muito na hora de limpar o guarda-roupas. Eu seria capaz de adquirir novamente aquela peça? Caso sim, e principalmente, se eu ainda estivesse disposta a pagar um bom dinheiro por ela, isso significava que ela merece permanecer ali.

Agora, e se eu não estivesse disposta a comprar novamente aquela peça, se eu não me interessasse por ela caso estivesse à venda em uma loja? Acredito que esse já seria motivo suficiente para me despedir daquela roupa.

Ao longo da nossa vida, realizamos diversas compras por impulso, mas a partir do momento que você começa a se policiar, se questionar e avaliar melhor a sua compra, tudo muda. Você passa a sair dos shopping e lojas sem uma sacola, vê o seu dinheiro suado se manter na carteira até o fim do mês e passa a perceber que não é toda roupa que tem a ver com você.

Eu senti isso de cara quando comecei a me desfazer dos excessos. O que antes achava ter muito a ver comigo, pareceu perder todo o sentido. Parei de ver graça em peças de liquidação, super baratas, lojas de departamento com um qualidade péssima nas roupas, mal acabamento e uma cara de que não duraria nada. Comecei a ser bem mais exigente, e até na loja mais cara eu torcia o nariz.

Minha filosofia é a seguinte: Eu me amo, e quero o melhor pra mim, então tudo o que possuir deve ser de boa qualidade, que tenha a ver comigo e me faça feliz.

A partir do momento que você se treinar a pensar dessa maneira sua vida muda muito, e pra melhor!

Esse perfume, me lembra… “fulana”!

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mulhersearrumando

Ser minimalista tem o seu charme, e um deles é ter uma peça que te caracteriza. Quem nunca sentiu um cheiro que fez lembrar um amigo, ou viu uma peça de roupa que é a cara de uma amiga?

Ter uma peça que fala por você é incrível! Um trench coach, um perfume, um sapato, contando que essa peça esteja em bom estado, ta valendo! Você verá que repetir uma peça não é o fim do mundo.

Invista no seu estilo, compre apenas o que tem a ver com você e eventualmente vai acabar se identificando mais com alguma peça ou look! Não tenha medo de repetir uma roupa, as pessoas nem vão ligar para isso!

Reflita sobre os comentários que já recebeu na vida sobre o seu look. Normalmente as pessoas elogiam nossa roupa, quando vamos a uma festa, um evento importante, estamos com algum estilo de cabelo ou maquiagem diferente, ou seja, isso não acontece todos os dias.

Desde que comecei a trabalhar, percebi que por mais que me esforçasse em me arrumar bem, por mais que investisse muito dinheiro em uma roupa, os elogios continuavam muito raros, e isso é completamente normal! As pessoas estão mais ocupadas com seus afazeres do que em reparar no que a outra pessoa está vestindo e principalmente se ela está repetindo um look na mesma semana.

É claro que elogios acontecem, as pessoas reparam se você está diferente do normal, com um novo corte de cabelo, mas repito, isso é totalmente esporádico.

A vida não é uma passarela de moda, portanto, pare de se preocupar tanto com o que você usa e passe a dar mais atenção às suas atitudes, afinal, você será lembrado por elas.

Exagerado, jogado aos seus pés?

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Ao iniciar seu projeto minimalista, procure evitar o extremo. Não jogue fora ou venda tudo o que você tem. Sei que muitas vezes um novo projeto pode ser super animador e que tendemos a querer resolver tudo de uma vez, mas acredite, não é a melhor opção.

Junte todas as peças que você não quer mais e deixe-as separadas por algum tempo. Se possível, coloque em uma caixa ou gaveta, aonde você não tenha acesso. Somente assim, você poderá confirmar se sentiu ou não falta dessas peças daqui a uns meses.

As vezes, ao abrir a sua caixa de “relíquias”, poderá resgatar alguma peça que te fez muita falta e que talvez tivesse vendido por culpa dessa ansiedade que bate no início do projeto.

O restante das peças que não fizeram falta, podem ir embora! Você vai se surpreender com a quantidade de coisas que esqueceu que tinha.

Aos poucos o seu guarda-roupas vai ficando com a sua cara, só com roupas que te caem bem, que tem a ver com a sua personalidade e que te trazem alegria!

Como me fazer entender?

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Até hoje, vivo situações em que preciso explicar porque sou “chata” para comprar. Muitas pessoas não entendem o estilo de vida minimalista, então, como me fazer entender?

Busque dentro de você a resposta mais sincera para a pergunta “Por quê quero ter uma vida simples?”, e exponha as suas opiniões quando for questionado. Caso a pessoa não entenda as suas razões, não se sinta mal, se essa é a sua escolha de vida, é porque isso te faz feliz, então não tem com o que se preocupar.

Algumas amigas minhas falam as vezes, “não me julgue, mas comprei isso”. Eu nunca seria capaz de criticar uma pessoa só porque ela pensa diferente, e acredite, essa prática é bem difícil e precisa de muito treino.

Em uma discussão sobre o assunto, procure dizer o que te fez mudar e optar por um estilo de vida diferente, explique o conceito do “menos é mais”, mas acima de tudo, tenha em mente que todos nós somos diferentes, e é isso que faz o mundo tão incrível!