Consumismo louco

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POST14

Não adianta, se você vive em um país capitalista, tem muitas chances de se tornar um ser humano bastante consumista!

Ainda criança, já somos estimulados a gostar de bens materiais. Ganhamos muitos presentes de parentes, amigos… e quem disse que precisa de data comemorativa? Criança ganha presente o tempo todo!

Já adultos, vivemos a realidade de uma vida com mais compromissos, responsabilidades, aonde muitas vezes a aparência conta bastante, só reforçando aquele pensando de “preciso comprar para me sentir melhor”.

Vivemos com uma ansiedade constante. Nosso humor é determinado pelos breves momentos de compra, nos fazendo sentir melhor somente se voltarmos com uma sacola pra casa.

Gastamos dinheiro quase todos os dias nas coisas mais diferentes, assistimos a comerciais que apresentam as últimas novidades no mercado, nossos amigos nos mostram algo super maneiro que compraram e o cartão vai passando.

Como se livrar dessas garras?

Se for muito difícil, comece deixando o cartão de crédito em casa. Evitando qualquer tipo de tentação, afinal você não tem mesmo como comprar.

Se você for uma pessoa mais controlada, apenas se questione quando estiver dentro de uma loja. “Eu preciso mesmo disso? Não estou comprando apenas por impulso?”.

Uma técnica que me ajudou muito, foi enumerar ao menos 3 razões para comprar aquela peça. Exemplo: é mais resistente do que a peça que tenho em casa, é mais bonita, é mais versátil. Ao menos você vai ter motivos para passar o seu cartão.

E lembre-se, as coisas que nos fazem mais felizes na vida, não são “coisas”.

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Como tudo começou

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POST16

Para algumas pessoas é bem simples: “sempre tive essa tendência”, “sempre pensei dessa maneira”, mas pra mim, não foi bem assim.

Antes de optar por uma vida mais minimalista, vivi momentos de grande dúvida e confusão. Mudava de estilo toda hora, gastava dinheiro em pilhas de roupas que não tinham a ver comigo, sentava em frente ao meu guarda-roupas totalmente transtornada e chateada por não me identificar com metade do que estava pendurado.

O marco pra mim, foi a perda do meu avô. Aquele momento abriu os meus olhos, percebi que não levamos nada dessa vida, nem nosso próprio corpo. O que deixamos para trás de mais valioso, são apenas memórias, atitudes, estilo de vida e o bem que fizemos à outras pessoas.

No enterro do meu avô, não vi nenhum parente falando sobre como ele tinha um carro, casa e roupas interessantes. Só ouvia comentários sobre sua bondade, amizade e alegria.

Não queria mais aquela confusão na minha vida, e aquele pensamento foi como um vento forte, levando tudo que eu acreditava ser certo embora. Incrível, como mesmo quando alguém querido parte, aquela pessoa continua te dando lições de como viver.

Hoje, me sinto mais completa do que nunca. Vejo a vida com outros olhos. E para você, como foi essa mudança?

Por uma vida de experiências

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POST13

 

O nosso calendário é cheio de datas comemorativas. Dia dos namorados, dia das crianças, natal e muitos outros. E eu já sei o que você vai pensar “são datas criadas pela indústria para nos fazer comprar coisas que não precisamos”, e é aqui que eu te interrompo com um pensamento “podem até ser datas criadas, mas você compra se quiser!”.

Datas como essas são super legais para você expressar carinho, amor, gratidão e muitos outros sentimentos bons, então aproveite e faça algo legal, proporcione uma experiência para quem você ama.

Viaje com suas amigas, faça um jantar gostoso para o seu marido, leve seu filho em um parque de diversão, reuna sua família no natal.

Acredito que quando você faz algo vindo do coração, você não precisa ir em uma loja e gastar R$200 em um presente.

A gente vive na correria do dia-a-dia, por isso não adianta falar “dia dos namorados é todo dia”, porque não é! Muitas vezes esquecemos de parar para agradecer a ajuda, o carinho e a dedicação da outra pessoa. Essas datas estão ai para nos lembrar disso! Use elas a seu favor e não contra o seu bolso!

 

Não fique tímida

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POST12

Cometi esse erro por muitos e muitos anos. Entrar em uma loja, olhar, olhar, experimentar, olhar de novo e sair de “mãos abanando” não é vergonha para ninguém!

Você está no seu direito, e acredite, o consumidor tem mais direito do que imagina. No Brasil ainda vivemos a cultura de que as empresas ditam as regras e nós consumidores precisamos respeitar.

Você pode SIM entrar na loja, olhar, experimentar e não levar absolutamente nada. Da primeira vez que meu namorado fez isso eu fiquei morrendo de vergonha, ele havia experimentado umas 10 peças na loja e não gostou de nada, por isso não levou nada.

Naquela época eu ainda acreditava que era “obrigada” por uma cultura/senso comum, a levar uma peça depois de ter dado “o maior trabalhão” para o vendedor. Bobeira!

O dinheiro é seu, você faz com ele o que quiser e se não achar nada que fique bom em você na loja, não sinta vergonha de dizer “não gostei, fica pra próxima”, se a loja for do seu gosto, ainda existem possibilidades de voltar e levar algum item, portanto, não se desespere!

Tenha sempre em mente que você trabalhou duro pelo seu dinheiro e que existem muitos destinos para ele, portanto, você tem todo o direito de escolher para onde ele vai!

Montando looks

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POST11

Uma das vantagens de se ter um estilo minimalista, é a facilidade para se vestir. Você já se viu naquela situação irritante de parar em frente ao armário e pensar “Não tenho nada para vestir”? Acredito que 90% das mulheres já passaram por isso.

O que acontece, é que ao longo da vida acumulamos muitas peças de roupa, mudamos bastante de estilo e a moda muda super rápido, então o resultado é um grande museu dentro de nossos guarda-roupas.

Quando você se desfaz de tudo aquilo que não usa, suas opções ficam menores, mas isso facilita bastante a “troca de roupas”, principalmente de manhã antes de ir para o trabalho.

Uma super dica é fotografar o seu look assim que estiver pronta. Pare em frente ao espelho e registre aquela composição. Dessa forma, sempre que estiver sem criatividade e sem paciência para pensar em qual roupa vestir, busque o seu arquivo fotográfico.

Acredito que a base para um guarda-roupas perfeito é ter peças fáceis de combinar. Uma calça jeans básica sempre cai bem com uma regatinha, uma camisa social ou até mesmo uma camisa jeans. Se você tem peças que se falam, seu tempo será economizado na hora de se vestir, dessa forma você poderá gastá-lo com outras coisas mais importantes.

Um trabalho constante

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POST9

 

Essa é a grande verdade!

Ser minimalista requer um trabalho constante, principalmente no início, afinal, quando você se dá conta da quantidade de coisas que tem em excesso, fica até paranóica.

Passa a analisar seus pertences com mais frequencia, evita comprar coisas que não tenha 100% certeza de que quer e passa a se livrar de tudo o que não faz mais parte da sua vida.

Calma! Não se desespere, essa ansiedade inicial vai passar. Ela é necessária para que você encontre o equilíbrio, então use-a a seu favor.

Você vai perceber que as coisas vão entrando nos eixos. Que a quantidade de roupas e pertences vai diminuindo, ficando mais fácil arrumar e limpar. Ao mesmo tempo, vai se desligando desse universo de compras, usando o seu tempo livre para coisas que te fazem mais feliz. Aos poucos tudo vai se acertando e seu estilo de vida mudando. Dê tempo ao tempo e verá as maravilhas desse novo mundo.

Projeto 333

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POST5

Quando comecei a me interessar pelo universo minimalista, me deparei com o Projeto 333, que consiste em possuir apenas 33 peças no guarda-roupas, podendo renová-las a cada 3 meses.

São consideradas: roupas, acessórios, bolsas, sapatos…

O que não entra são: roupas para praticar exercícios, pijamas, roupas de baixo e peças que você usa TANTO, que já nem se dá conta que colocou, como por exemplo, alianças e relógio.

Li artigos, assisti à alguns vídeos e busquei entender melhor sobre o assunto, para chegar a uma conclusão. Acredito que cada um vive a sua felicidade de maneiras diferentes, vi pessoas se sentindo completas com apenas 33 itens e é isso ai!! Outras, procuraram adaptar o projeto a sua maneira e também se sentiram super satisfeitas. Então eu vou te contar a minha experiência.

Depois da maior limpeza feita no meu guarda roupas desde os últimos tempos, me vi com 1/3 do que eu tinha antes. Foram embora todas as peças que estavam esquecidas a muito tempo. Muita coisa foi para doação, outras eu vendi e tudo o que ficou ainda tinha a sua utilidade.

Então, pra que, rotular? Vivemos em função dos rótulos e regras da vida. Acredito que ser minimalista é se desprender dessas regras, então para que seguir um número? 33 pode funcionar para um e pode não funcionar para outro. Não se sinta obrigado a seguir esse número, se o seu for 50, 100, 150, cabe a você saber o que é melhor.

Você não precisa ser radical, não é obrigado a seguir o projeto 333 e não precisa viver com roupas rasgadas e velhas só para não gastar dinheiro (a não ser que você queira).

Ser minimalista é ter o essencial, coisas que você goste, que te tragam felicidade e que você de fato utilize!

Não parece tão ruim assim certo?

Que tal arriscar?

O que realmente vale a pena

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POST4

Algumas pessoas tem o costume de fazer uma lista de objetivos e desejos no final do ano. Você já fez uma dessas?

Eu tentei relembrar as minhas dos últimos 3 anos e cheguei a seguinte conclusão… nenhuma das coisas listadas estavam ligadas a roupas.

Minhas maiores prioridades eram saúde, bem estar, felicidade, amor e paz.

Meus grandes desejos envolviam um bom emprego, uma viagem inesquecível e superar algum medo! Incrível né?

Gastamos tanto tempo e dinheiro em coisas que nem são prioridades na nossa vida, não definem a nossa felicidade e nunca vão substituir as pessoas que amamos. Então será que elas valem mesmo tudo isso?

Quando mudamos a nossa forma de consumo, percebemos que finalmente sobrou um dinheirinho no final do mês, que pode suprir muitos desejos. Talvez ir pra poupança (pensa naquele apê que pode ser só seu). Uma viagem com a sua amiga (afinal vocês sempre quiseram ver a Torre Eiffel de perto). Aquele jantar com o seu namorado (pode deixar a conta comigo!). E mil outras coisas que só são possíveis, porque você mudou!

O que seria da vida sem mudanças, o mundo muda, a gente muda e finalmente… somos partes possíveis para mudar o mundo!

 

O que é Slow Fashion?

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Já parou para pensar que talvez estejamos consumindo moda, rápido demais? Isso mesmo! Em poucos anos vi muita coisa mudar, antes a gente tinha que esperar meses e até anos para que alguma coisa chegasse no Brasil! O que me impressiona é como isso mudou tão rápido em tão pouco tempo!

Atualmente assistimos a um desfile da Chanel e no mês seguinte (algumas vezes apenas semanas seguintes) várias lojas já estão vendendo peças super semelhantes.

As Fast-fashion ganharam poder. Hoje em dia, todo mundo corre para a Forever21 mais próxima para adquirir aquele produto super “in” e barato. Achamos bonito sair por ai, usando uma roupa que sequer utilizaremos denovo.

Conheço muitas pessoas que se orgulham por comprar na Ali express, gastando apenas 10 dólares em uma roupa. Paremos para refletir, é possível que uma peça seja produzida com bons materias, pagando um salário decente aos seus funcionários, arcando com envios internacionais e ainda sim cobrando míseros 10 dólares?

Quem acredita nessas mentiras contadas pelas empresas, está “fingindo” não ver, por puro egoísmo. Pensam que seu vestido longo bordado a mão, camprado por uma mixaria, vale mais que a vida de milhões de pessoas que simplesmente “não vivem com o mínimo de dignidade”.

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Como podemos mudar esse quadro? Foi à partir dessa necessidade que surgiu a idéia do “Slow Fashion”, uma moda que aposta no trabalho do artesão, com boa qualidade de materiais, que não agride o meio ambiente e pensa na exclusividade dos produtos.

Além disso, apóiam a troca entre amigos, a compra em brechós e o compartilhamento de peças com outras pessoas.

Esses são apenas alguns motivos para você refletir sobre a sua forma de consumo. A questão não é odiar a moda, é apenas consumir de maneira mais consciente.

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Adeus Fast Fashion

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Cada dia mais, leio um artigo sobre como a moda fast fashion está obsoleta, e recentemente vi uma entrevista muito significativa sobre esse tema.

Li Edelkoort é uma trendhunter (pesquisadora de tendências), super famosa e muito influente no mundo da moda. Ela já foi, inclusive, citada pela revista Time, como uma das pessoas mais influentes do mundo da moda.

Li, levanta a questão para a maneira como consumimos moda atualmente, levando ao trabalho estravo, poluição do meio ambiente, acúmulo de coisas e demais conseqüências ambientais e sociais.

As marcas com foco no fast-fashion, procuram reduzir seus custos e oferecer com maior rapidez, diversas coleções para as suas clientes. O que não conseguimos ver, mas fica por trás da loja bonita e atrativa, é o trabalho extremamente nocivo à sociedade.

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Atualmente, muitas marcas recorrem à países mais pobres, para obter mão de obra barata, além disso, apostam na ideia do “compre, use e jogue fora”. Pense comigo, se nossas roupas são tão descartáveis assim, por que compramos?

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Mas o consumidor está mudando, movimentando toda essa estrutura, apontando para empresas que cometem esses erros, passando a dar valor ao artesão, às marcas com qualidade e por fim, repensando a sua maneira de consumir.

 

Para ver a entrevista de Li Edelkoort e mais informações, acesse o link:

http://www.stylourbano.com.br/o-fast-fashion-esta-obsoleto-diz-pesquisadora-de-tendencias-li-edelkoort/